terça-feira, 9 de maio de 2017

Além do Hello Word

Oi gente!!

Quer dizer que vocês achavam que eu tinha desistido de aprender a programar, né? hehehe.... Foi só uma pausa estratégica!!

Hoje estava entediada, e decidi tocar o projeto de me tornar programadora de novo. Baixei de volta o Visual Studio Community - que pra minha surpresa já está na versão 2017, estou começando de novo.

Como eu obviamente já esqueci tudo... cá estamos nós de novo: Hello Word 2.0 !! :)

A idéia de fazer um robô para bolsa de valores se esvaneceu um pouco... mas ainda assim, quero aprender a programar!!

Portanto, de volta à ativa. Conforme for aprendendo algumas coisas, vou postando as atualizações...

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Hello World!

Tem uma piada que eu adoro contar nas festas de família. Um homem pula de cima de um prédio, e enquanto cai, encontra com uma pessoa que olhava pela janela. O morador vê aquela pessoa caindo e pergunta a ela:

-E aí, como vão as coisas?

O homem caindo responde:

- Até agora, tudo bem!


De qualquer forma... fiz meu primeiro programa. Talvez você não saiba, mas existe uma tradição muito forte em programação, que diz que o primeiro programa de toda pessoa em uma linguagem deve ser um programa que exibe a mensagem "Hello World!". Não me pergunte a origem dessa tradição... pois eu não sou muito de questionar tradições. Apenas dei meu "alô" para o mundo. Como não poderia deixar de ser, o programa exibe a mensagem quando clicamos o botão. Legal, ne?

Já está um pouco tarde por aqui, vou dormir pois a semana foi puxada para mim. Amanhã volto a mexer no Visual Studio... :)

Beijo!

Chega de inspiração... indo para a transpiração.

Os livros eu já tenho... o dificil vai ser ler!
Peguei da instante alguns livros que estavam encostados há mais de um ano. O Visual Studio 2015 está baixado já... então agora é a hora de colocar a mão na massa. Vou começar com o bom e velho Hellow Word... assim que tiver algum progresso, coloco aqui de novo.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

O começo: Baixando o Microsoft Visual Studio 2015

Pois é. Começou hoje minha jornada de criar meu programinha de adivinhar a bolsa. Engraçado falar assim, né? Mas aqui eu posso. Eu posso, pois esse não é um blog de investimentos. É um blog de programação. E programadores gostam de sonhar.

Quando eu estava no primeiro ano da faculdade, tivemos uma disciplina chamada estatística. O professor começou a falar sobre probabilidades e bolsa de valores, e naquele momento todos os alunos tiveram a certeza de que iriam ficar milionários na bolsa.

Obviamente alguns anos passaram e isso não aconteceu. A grande maioria das minhas amigas hoje dá aulas de matemática e física em escolas municipais ou estaduais. As mais "sortudas" sao professoras universitárias em faculdades particulares. Nenhuma, que eu saiba, ficou rica. As que estão "melhor" de vida são donas de casa, criando filhos pequenos. Mas a gente teve direito de sonhar, pelo menos naquela aula inaugural de estatística.

Passaram-se alguns períodos, e tivemos mais uma matéria interessante: Lógica de programação e algoritmos. A essa altura, a maioria das minhas amigas já sabia que não ia ficar rica, e o objeto de consumo do nosso futuro era fazer um doutorado e dar aulas na USP.  Mas eu continuei sonhando com a bolsa. Aprendemos o básico da programação em C#, mas em dois semestres não dá pra se aprender muita coisa. Fizemos um programa chamado Hello Word. Todas conseguiram. No decorrer da disciplina (que teve dois semestres) fizemos um programa de criptografia usando XOR, e um programa que desenhava um cubo (vetorial) girando na tela. Nada lá muito complicado. Como não usávamos nenhum tipo de biblioteca gráfica, esse cubo era feito usando-se as fórmulas tradicionais de projeção (convertendo coordenadas cartesianas x,y,z em x,y, e também convertendo coordenadas esféricas (comprimento do raio da esfera e ângulos de elevação e rotação). Eu, que era uma das alunas mais aplicadas, ao invés de apresentar o projeto de criptografia usando XOR simples (como o professor recomendou), fiz uma implementação usando o protocolo de compressão de dados huffman + o algoritmo IDEA.  Mas ficou por aí. 

De lá pra cá, algumas coisas mudaram. O visual studio virou visual studio 2015. Tentei rodar o programa que eu tinha no computador, e não funcionou. Disse que  minha licença havia expirado e eu deveria atualizar o programa.

Como tudo é grátis, entrei no site da microsoft e estou baixando de novo. Lá se vão alguns gigas. Depois disso feito, vou ter que me ambientar com o ambiente (faz anos que não mexo em nada disso), e ver de que forma posso fazer meu robô de adivinhar o mercado bovespa. Em uma idéia inicial, creio que o melhor seria operar míni-índice, ou então trabalhar com candles diários, e entrar comprada ou vendida na abertura do mercado do dia seguinte, fazendo day trade. Mas isso ainda tenho que pensar melhor, e ver como as coisas vão se comportar. 

Estou caçando umas bases de dados da Bovespa, mas me parece que vou encontrar tudo isso no próprio site da bovespa, principalmente porque não quero gastar um centavo nesse projeto, e me recuso a usar qualquer tipo de programa ou recurso pirateado. 

Quanto à linguagem de programação, vai ter que ser Visual C# mesmo. Outras linguagens (como Visual Basic) eu não conheço, mas sei que existe muito preconceito contra... então melhor não usar. Como existe um certo grau de portabilidade no visual C#, se o projeto funcionar dá até pra criar um app para android ou iOs, depois, né? Mas... pensando bem, se o projeto funcionar, vou estar milionária, e não vou precisar vender nada. 

Os entendidos do sucesso pessoal  dizem que quando a gente quer começar algo, não tem que pensar no que vai começar a fazer. Temos que pensar no que vamos parar de fazer.  Nesse caso, para começar um projeto tão complexo como esse (aprender a programar e criar um bot de adivinhar o mercado), vou ter que abandonar outros projetos, como talvez assistir walking dead no netflix? Não é tão ruim assim, né? Pelo menos até começar a sexta temporada... ehhehee...

Acho que as postagens aqui vão ter que ser mais curtas, pois o processo de criação e depuração do programa vai exigir pequenos e multiplos passos... e pra eu ir postando o progresso aqui, vão ser muitas pequenas postagens. Um formato diferente dos meus outros blogs. Obviamente conforme eu for aprendendo a programar, outros projetos e coisas vão aparecer, né? Certamente vou fazer muitos contatos entre programadores. Sempre fui muito sozinha, nunca conversei com ninguem sobre quase nada.. apenas vou para o trabalho e volto. Lembra que eu falei que tenho alguns problemas sociais? Pois é.. um deles é esse: excesso de timidez, introspecção... isso acabou limitando meus contatos sociais e relacionamentos. Se eu disser que não tenho conta no facebook ou instagram, você vai achar que é mentira. Mas não é. 

Mas chega de enrolar, né? Mãos à obra. Tá quase terminando de baixar o Visual Studio, e há muita coisa para se aprender. Primeiro aprender a programar o básico, e só depois poder fazer o bot do bovespa propriamente dito. Muito chão pela frente, e eu nunca consegui entender o que significa "orientado a objeto". Vai ser difícil. Mas espero poder contar com a ajuda de você, meu leitor :) 


Começando... mais um tiquinho da minha história



Sou licenciada em matemática. Isso mesmo. A chatíssima matemática, que foi seu terror no primeiro e segundo grau. A matemática que apavorava a todos e fazia qualquer pessoa tremer só de pensar no dia da prova. Mas essa não sou eu. Eu adoro matemática.

Como pode isso? Não é dificil entender. Meu pai é engenheiro mecânico. Minha mãe era professora de matemática, como eu. Desde pequena fui fascinada pelos números. Quando meus pais faziam aquelas pequenas viagens para a praia, meu irmão ia dormindo no banco de trás, ao meu lado, enquanto meus pais conversavam sobre a prestação do carro, a prestação da casa, o preço do litro do leite. Você pode imaginar que isso faria qualquer menina de 8 anos dormir a viagem inteira. Mas de novo, essa não sou eu. Enquanto eles falavam sobre suas contas - e como era difícil pagá-las - eu ficava mentalmente somando os números todos, sem contar para ninguém. Se a prestação da casa era R$ 850, e a prestação do carro era R$ 570, eles precisariam de R$ 1420 para pagar tudo. Mas eu não falava nada para ninguém. Fazia as contas quieta, dentro de mim.  Eu perguntava pro meu pai se "Falta muito?" pra chegar... ele me dizia que faltavam 45 minutos. Como eram 17:39, na minha cabeça era óbvio que chegaríamos exatamente às 18:24. Essa era eu.

Podia parecer estranho, mas eu ficava quieta por um motivo bastante claro: Um ano ante minha mãe pegou na locadora o filme "Rain Man", que ela adorava. Era um filme muito antigo, com o Tom Cruise e Dustin Hoffman, que retratava a história de dois irmãos, em que um cuida de outro que sofre de autismo (uma espécie de retardo mental). Numa das cenas mais famosas do filme, o Tom Cruise derruba um pote cheio de palitos de dente no chão, que se espalham. O irmão autista olha para baixo e conta em um segundo o exato número de palitos que tinha ali: 246. Na minha cabeça, se eu falasse para os meus pais que fazia aquelas contas todas enquanto eles conversavam, eles iam dizer que eu era autista, e ia parar internada em um sanatório. Morria de medo disso, então eu apenas ficava quieta. 

Uma vez estávamos na casa do meu avô assistindo ao Show de Calouros do Silvio Santos. Apareceu um homem que contava as palavras das frases que os jurados e o Silvio diziam. Falavam um monte de frases em sequência, tudo muito rápido, e o homem respondia: "29 palavras; 35 palavras; 19 palavras..." Todo mundo na casa da minha vó ficou impressionado com aquilo e o homem ganhou a nota máxima até do Decio Piccinini. Poderia ter sido só mais um quadro da televisão, se não fosse por um motivo: Eu ia contando as palavras na minha cabeça junto com o homem. Eu era pequena demais para entender o que isso significava, mas hoje eu entendo que de alguma forma tenho uma familiaridade com os números e a lógica matemática acima do normal. 

Eu não estou nem de longe dizendo que isso me torna melhor que as outras pessoas, mas essa sou eu. Pra falar a verdade eu evito de demonstrar para os outros esse "dom" eu eu tenho, porque de certa forma ainda tenho medo de ser considerada algum tipo de freak, como se pudessem a qualquer momento me mandar para um circo daqueles do século 17. 

Obviamente eu nao sou nenhum tipo de "super humano", e o preço a pagar por essa habilidade foi uma grave deficiência em outros tipos de habilidades, particularmente as sociais. Quando a gente vai nascer, me dá a impressao que Deus jogou alguns dados e fez a distribuição de um número limitado de pontos em torno de nossas qualidades. Como os pontos são sempre os mesmos para todas as pessoas, ser bom demais em algo invariavelmente significa graves dificuldades em outras coisas. De novo, essa sou eu.

O fato é que números para mim de certa forma são como falar português. Eu consigo olhar para números e fórmulas e ver algumas coisas que outras pessoas parecem não enxergar. Ter escolhido como minha profissão a matemática foi menos de que uma escolha, minha única alternativa. Para mim o curso foi realmente muito fácil. Minhas notas não eram lá aquelas coisas, mas isso porque eu nunca sentei um único dia para estudar durante todo o curso. Eu não faltava nenhuma aula (porque adorava aquilo), prestava muita atenção; sempre sentei na primeira fila (colada na parede embaixo da janela), não fazia perguntas, e simplesmente conseguia ir bem (o suficiente) nas provas. 

Eis que começo a trabalhar na área (professora). O trabalho em si não é lá muito desafiador do ponto de vista do conteúdo em si. Acho muito mais difícil lidar com os adolescentes do que a matéria em si, que é simples. É difícil você ensinar quem não quer aprender. Mas isso é assunto para outro dia. Hoje estudo para concursos públicos, mais exatamente de auditor fiscal da receita federal, que para mim seria a profissão dos sonhos: Um ótimo salário, fechada em uma sala com um computador e uma infinidade de planilhas e números para verificar... tem coisa melhor que isso? 

Recentemente passei a me interessar por investimentos, o que para mim tem sido também muito legal! Principalmente porque de certa forma investir se divide em duas partes: A parte fácil (que a maioria considera a parte difícil) é entender toda aquela coisa sobre taxas, juros compostos, fórmulas, e alíquotas. A parte difícil... bem... é levar uma vida espartana e economizar. 

Durante a faculdade tivemos uma disciplina chamada "Lógica de Programação e Algoritmos". Aprendi ali os fundamentos da linguagem de programação C#. Nunca cheguei a realmente fazer nenhum programa que prestasse além do "hello word" mas hoje penso que talvez pudesse utilizar esse conhecimento pra fazer um bot (robô) para operar a bolsa de valores. Um Trading System. Não sei até que ponto que eu conseguiria ter ânimo para levar isso pra frente, pois sei o quanto seria complicado esse projeto. Mas afinal de contas, não existe nenhum compromisso real de fazer as coisas de verdade até o final, né?  Pois seria... Um Hobby. E se não desse certo... Que diferença faz? 

Assim surgiu a idéia de criar o blog da Gatinha Programadora. Pra contar minha (curta) trajetória para aprender a programar e tentar fazer um Trading System para a bolsa de valores.

Se der certo? Bem... aí eu fico rica!

Se não der? Bem... pelo menos eu aprendi a programar, né?

Não vou misturar as postagens sobre finanças com o blog de programação do trading system, pois sei que o assunto é bem específico e pode ser chatíssimo para quem não se interessa pelo tema. Mas fica aqui o convite para quem quiser acompanhar:

Beijos,

Gatinha Investidora... e futuramente Programadora.... bem... só eu mesmo! a Misty Gi =^.^=